Filmes de utilidade pública sempre foram disputados pelos profissionais de criação, pois permitem mais liberdade criativa e historicamente rendem boas oportunidades de conquista de prêmios. "Vandalismo", mais conhecido por "A morte do orelhão", não foge à regra. Criado pela dupla Neil Ferreira e José Zaragoza na DPZ, em 1980, o comercial arrebatou, no ano do lançamento, um Leão de Bronze no Festival de Cannes e o primeiro lugar na categoria TV do Festival Ibero-americano de Publicidade (Fiap).

 

 

SOBRE A DPZ

Fundada em 1968, em São Paulo, por Roberto Duailibi, Ronald Persichetti, Francesc Petit, José Zaragoza, o embrião da DPZ foi o estúdio de design gráfico Metro3, fundado em 1962 por Persichetti, Zaragoza e Petit. Duailibi, que era freelancer do estúdio, se associou aos tres e fundaram a agência.

Ao longo de seus 40 anos, a DPZ criou alguns dos personagens mais lembrados da publicidade brasileira. Entre eles : o Leão do Imposto de Renda, o Franguinho da Sadia, o garoto-propaganda da Bombril, com o ator Carlos Moreno.[2] , além do Baixinho da Kaiser e o Alfredo de Neve. Outras campanhas que entraram para a história da publicidade brasileira foram: "Menino Sorrindo da Seagrams", "Mamãe Fotoptica" e "Toc Toc da Duratex". Essas campanhas, nos anos 70, fortaleceram a presença da DPZ no mercado como uma agência de estilo irreverente e inovador. Nos anos 80 foram marcantes os anúncios "Morte do Orelhão", da Telesp e "o Garoto de Olhos Vendados", para o presunto Sadia. Entre os atuais clientes, destacam-se a campanha do Mon Bijou, com Reinaldo Gianecchini, a campanha de relançamento do Itaucard, com Letícia Spiller e Dan Stulbach, entre outras.